segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poster de Aves do Pantanal


Formato 50 x 70cm em papel couchê com laminação fosca.


O Poster de Aves do Pantanal (segunda edição) segue o mesmo padrão de qualidade do Poster de Aves da Floresta Atlântica que já está na terceira edição, ambas revisadas e atualizadas. 

Todos nossos posters contam com a parceria institucional da SPVS, Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental e revisão científica de Vítor Piacentini, do Museu de Ornitologia da USP.



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Poster das Aves do Pantanal (segunda edição)
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Por R$ 35,00 + Correio


Os posters são enviados em tubos como Impresso Módico com Registro.
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Para solicitar seus posters, envie email para: rodadepassarinho@gmail.com

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Veja alguns detalhes do Poster de Aves do Pantanal







Expedição aos Biomas Brasileiros

Criado, fotografado e elaborado dentro da Reserva Rio das Furnas durante quase 10 anos, o primeiro Poster não demorou a bater asas e ganhar o Brasil e alguns países. A experiência com esse trabalho nos permitiu desenvolver o Poster de Aves do Pantanal em menos de um ano, o que significou um passo adiante na rota dos biomas brasileiros.

A ideia é percorrer os biomas brasileiros e desenvolver um Poster para cada um. Nossa rota ainda está indefinida e, tal qual aconteceu no Pantanal, será construída a partir de contatos por email, encontros, amizades e dicas antes e durante a expedição. 

Este ano pretendemos ir ao Amazonas orientados pelo amigo e ornitólogo Vítor Piacentini. Desta vez buscaremos as aves daquele bioma e levaremos as que temos em mãos, num troca-troca de passarinhos com as escolas que vão sendo contactadas pelo caminho e são indicadas por amigos, como temos feito até agora.


Roda de Passarinho

Roda de Passarinho na Escola de São Leonardo. A Caxola estava lá.

Desde o início nossa ideia foi apresentar as aves para os alunos do ensino fundamental Brasil afora, através da Roda de Passarinho, atividade que desenvolvemos há anos na Escola de São Leonardo e no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil-PETI, em Alfredo Wagner. 

Inspirados nas descontraídas rodas de conversa, samba e chimarrão, criamos essa, por onde circulam fotos de aves, penas, ninhos, sons, papos sobre hábitos, habitats e preservação ambiental. Até criamos um mascote, a Caxola de Ideias, com uma caixa de papelão virada do avesso, que já ganhou um companheiro no Pantanal, feito pelas crianças do Instituto Familia Legal.

No final de nossa atividade as crianças recebem uma fotografia 13 x 18cm de uma ave identificada e a sala, um Poster. Para o Pantanal levamos as aves da Floresta Atlântica, as mesmas que seguirão conosco para o Amazonas, enquanto que para os alunos de cá vamos mostrando as aves de lá. Devagarinho expandiremos nossa Roda que já esteve no Uruguai


Expedição ao Pantanal 2011: Buraco das Araras

Ela sabe que é linda e charmosa ao ser fotografada

Edson Endrigo nos deu a primeira dica: Buraco das Araras. Um adjetivo para o local? Estupefaciente. Voos impressionantes de araras nos fizeram perder algumas fotos por conta da emoção, sentimento que fotógrafo deveria deixar de lado, mas também apanhamos do foco automático da EOS 5D que perdia-se no emaranhado de cores vibrantes que só neurônios especializados conseguiam definir.

Com calma conseguimos capturar os maravilhosos Udú-de-coroa, Anambé e Inhambú-chororó para o Poster.

Ainda em Jardim, na nossa segunda parada, capturamos casais de mutuns e bicos-de-agulha; o espetacular Araçari-castanho; Tucano-toco e alguns papagaios. Todos aparecem no Poster, menos o casal de Fim-fim (Euphonia chlorotica) que ficou com cara de pinto-molhado debaixo da primeira e única chuva da expedição, no Camping de Dona Henriqueta que cruza o Rio da Prata.


Bonito

A Caxola ganhou um namorado em Bonito, olha a cara de felicidade da danadinha!

Tietta Pivatto e Daniel de Granville, foram fundamentais para o sucesso de nossa expedição ao Pantanal. Além de nos apresentarem a Walkiria do Instituto Família Legal, onde aconteceu a primeira Roda de Passarinho, também foram responsáveis pela fantástica subida ao Rio Paraguai.

Com os alunos do Família Legal tivemos uma bela surpresa, pois identificaram certinho os cantos e hábitos de várias aves, recordação das oficinas promovidas pela Fundação Neotrópica, como nos contou Marja Milano, quando visitamos a sede da Fundação.

Ainda em Bonito fomos apresentados ao guia Antonio Carlos Candido, através do casal Siro Sirgado e Jô, com quem saímos para conhecer o Morro do Mateus e um belo trecho nas margens do Rio Formoso. Essas saídas deram ao Poster uma simpática Ema (Rhea americana), João-pinto (Icterus croconotus) e a magnífica Arara-canindé (Arara ararauna).


Bodoquena

Dona Edir e Luciana, do Instituto Educacional Serra da Bodoquena.

Siro e Jô - agora morando em Bodoquena – também nos apresentaram à madrinha dos Kaduweu, dona Edir que nos levou até seu Antonio Paraguai, onde fotografamos a Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) que aparece no Poster. Dona Edir também nos levou até Luciana, coordenadora do Instituto Aroeira, onde aconteceu a segunda Roda de Passarinho e, de quebra, na saída do Instituto fotografamos um casal de periquitos-rei (Aratinga aurea).

A madrinha dos Kaduweu também nos levou até a cabeceira do Rio Betione, local de nossa pernoite e avistamento do Sanhaçu-do-coqueiro (Tangara palmarum).


Welcome to Pantanal

Fabiano, da Pousada Aguapé: passarinhada inesquecível.

Na primeira descida, saindo de Bodoquena, vislumbramos o vasto Pantanal com suas pequenas elevações e um mar de vegetação baixa e cerrada em volta dos morros que de tempos em tempos transformam-se em ilhas.

Nossa próxima parada foi no Camping da Pousada Aguapé onde esperávamos chegar até o alvorecer, mas a estrada-das-costelas-de-vaca que liga a BR262 ao nosso destino fez com que a marcha fosse diminuindo, diminuindo até quase parar num sufoco de poeira com direito a incêndio na beira da estrada e tudo. A estradinha é simpática, vale a pena, só não viaje à noite porque a vontade é dar meia-volta e acampar na beira da BR... 

Já na beira do Rio Aquidauana, após um banho regenerador e descanso merecido conhecemos o seu João, proprietário da Aguapé e “pai adotivo” do Endrigo, frequentador da pousada há anos. 

Fomos apresentados ao Fabiano, que nos guiou a uma passarinhada inesquecível. Da Aguapé trouxemos para o Poster o Príncipe-negro (Aratinga nenday), Gavião-preto (Urubitinga urubitinga), Biguatinga (Anhinga anhinga) e o raro Pica-pau-de-testa-branca (Melanerpes cactorum).


Estrada Parque

O Élcio nos acompanhou até o fim da linha, na Estrada Parque.

Sonho de todos que viajam ao Pantanal, a Estrada Parque nos recebeu com pegadas Tuiuiú logo na primeira parada. Um problema: muitos caminhões indo e vindo por conta da destruição das pontes, pois as chuvas daquele ano foram uma das maiores dos últimos tempos. 

Mesmo assim, conseguimos chegar ao Camping da Pousada Passo do Lontra no final de mais um dia. Nesse oásis de cavaleiros, turistas e pescadores fotografamos o Pica-pau-branco (Melanerpes candidus), Garça-real (Pilherodius pileatus) e o magnífico Surucuá-de-barriga-vermelha (Trogon curucui).


Pioneiros do ecoturismo

Élcio: absolutamente integrado ao seu ambiente pantaneiro.

Élcio Rodrigues da Silva nasceu em 12 de janeiro de 1971 em Corumbá. Sua mãe, Solane Fretes da Silva é Paraguaia e o pai Ramon Rodrigues da Silva veio de Cuiabá muito novo. Élcio Pantaneiro, como é conhecido, foi um dos primeiros a se embrenhar no coração do Pantanal com turistas estrangeiros. 

Conhecemos essa pessoa tranquila através de uma indicação do único barzinho na Estrada Parque, após sairmos do Camping Passo do Lontra em direção a Corumbá. 

Passamos alguns dias ao seu lado, conhecemos o Rio Abobral e um pouco da vida desse guia apaixonado pelo Pantanal.


Corumbá

Lindos bailarinos na Roda de Passarinho do Moinho.

“Não porque seja minha terra, mas vocês tem que ir até Corumbá, conhecer o rio Paraguai”, com essa frase cheia de sorrisos o Élcio nos desejou boa viagem e fomos em frente. Nossa vontade era ir pela Estrada Parque, passar pela borda da Nhecolândia, conhecer a Curva do Leque, Porto da Manga, mas não conseguimos; a Estrada Parque estava interditada e a BR262 seria o único caminho.

Chegando em Corumbá fomos ao Moinho Cultural, a convite de Viviane Fonseca Moreira, Bióloga e Gestora do Setor de Meio Ambiente do Instituto Homem Pantaneiro, com quem Daniel de Granville já tinha nos conectado por email. Nesse antigo moinho, no Porto Geral de Corumbá, recuperado e transformado em Ponto de Cultura, fizemos nossa Roda de Passarinho entre ensaios de bailarinos. 

No pátio, estacionados em nossa casamóvel, tivemos belas surpresas, tanto com o carinho do Espirito, zelador do local, como da passarada que dividia espaço com músicos que ensaiavam para um espetáculo.


Escola Jatobazinho

Na volta ao Jatobazinho o abraço de queridos amigos.

A convite de Viviane embarcamos na segunda-feira de manhã para conhecer a Escola Jatobazinho e lá apresentar nossa Roda de Passarinho. Coordenada por Jéssica Marcelle Cedron de Souza do Acaia Pantanal, fomos recebidos com carinho e tamanha foi nossa surpresa ao perceber que ela própria nos havia cedido o seu quarto, com ar-condicionado e tudo! Porque faz tanto calor no Pantanal, de cozinhar o miolo! Porém, com um detalhe: nos disseram que o calor mal havia chegado, imagine...

Numa coincidência generosa nossa visita aconteceu com a volta às aulas. Muitas rabetas encostaram no porto do Jatobazinho com famílias inteiras trazendo seus filhos para a escola. Ares de despedida, rever amigos de sala, de quarto, professores amigos, merendeiras, toda uma equipe preparada para mais uma jornada de aulas.

Foram dias maravilhosos em que fomos recebidos com muito carinho por toda a equipe da Escola. A fauna da região é muito rica e de lá trouxemos Asa-branca (Dendrocygna autumnalis) e Xexéu (Cacicus cela) para o Poster das Aves do Pantanal.

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